quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lembranças (parte 2)

Ela então levantou da cama, ainda com um pouco de sono, mas totalmente relaxada pelo sonho lindo que tivera. Mesmo tendo sido tudo um sonho, foi o melhor sonho que ela tivera em tempos. Não queria acordar dele, mas a realidade a chamava. Saiu da cama ainda como se tivesse sonhando, andando nas nuvens.
Saindo do banho, foi ate a janela olhar como estava o dia para escolher o que iria vestir. Decidiu-se por um vestido em tons florais, que marcavam ainda mais seu tom de pele e seu corpo. Foi para a cozinha tomar seu café da manha. Pensou em tudo o que lhe tinha acontecido, nos sonhos que tinha sonhado nas lembranças que se tinham passado e decidiu que não mais sonharia, que a partir deste momento passaria a viver os seus sonhos.
Decidiu abandonar o mundo e ir caminhar no parque. Não ligou para suas amigas nem para seus pais. Apenas deixou um recado na porta da geladeira e decidiu que ela mesma seria sua companhia. Que pelo menos neste dia, seria dona da sua vida.
Foi para o parque acompanhada dos seus pensamentos e sentou-se na beira do lago. Ouvia uma música suave do cantarolar dos pássaros, sentia o vento lhe acariciar a face. Não queria pensar em nada. Queria apenas o leve sussurrar da natureza em seus ouvidos, mas seus pensamentos insistiam em leva-la novamente ao mundo dos sonhos. Insistiam em leva-la a pensar nele. Mas como faria isso, se nem ao menos sabia se ele existia.
Foi então que o inimaginável, o impensável aconteceu. Ela o viu. Mesmo sem conhecê-lo, sabia que era ele que povoava seus sonhos e pensamentos. Mas ela não quis se apresentar e nem chegar perto. Queria apenas olhar, admirá-lo, pois percebeu que ele não era apenas um sonho, estava se tornando realidade. Olhou cada parte, reviu os olhos cor de mar, o sorriso, o brilho nos olhos. Era tudo como nos seus sonhos. Não mudava em nada.
Mas algo lhe apertou o coração, sentiu uma ponta de tristeza, pois não podia sentir a macies da pele, a firmeza do toque, o perfume delicado. Queria tudo àquilo que sentira no sonho, aquilo que era dela, que lhe pertencia.

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