Desisto. Pronto. Não quero mais.
Estou num completo paradoxo. Sem nexo. Sem lógica. Esse paradoxo chama-se amor.
Dizem que o amor é puro, calmo, sincero, mas também é tormenta, é fogo, é
paixão, é ilusão.
Veja que paradoxo complexo esse
tal de amor… esse amor que arde em fogo, queima como o gelo. Ganha um belo
colorido, mas também torna preto e branco. Trás a alegria da chegada, mas a dor
da partida. Trás a saudade momentânea e a ausência do adeus.
Como entender o que parece tão
longe, como duas almas distintas, se ao mesmo tempo não há distancia, não há
diferença. Se o tempo, ao mesmo tempo que me lembra o quão longe estamos,
parece que não existe quando estou perto de você. Eu queria poder ter você mais
do que penso, porque amar você, ah, isso eu já amo mais do que posso.
Como entender algo tão complexo,
marcado a ferro e fogo, forte e pulsante como o sangue de um vermelho tão vivo.
Amor que arde em fogo, que torna vivo, faz o coração bater, pulsar, acelerar…
faz os olhos verem o colorido da vida. Tudo ganha cor, ganha um novo som, um
novo significado.
Como entender o que não se
entende, como por pra fora o que não sai de dentro. Como colocar em palavras um
verdadeiro furacão de sentimentos, emoções, dúvidas, desilusões. Um furacão que
constrói, mas que também destrói. Que arrasta tudo quando vai embora. Que leva
uma parte de mim e deixa uma parte de você.
Como saber se vai passar rápido.
Se o sorriso vai voltar a brotar. Se os olhos vão voltar a brilhar. Se o meu
corpo já não quer mais amar, se minha mente já não quer mais sofrer, se meus
olhos só querem chorar, se meu coração já não quer mais bater. Como perceber o
intangível, o intocável. Como deixar fluir o inalcançável.
O que fazer se eu não sei o que
fazer. Se o meu único desejo é ser parte de você assim como você é a melhor
parte de mim.
Beijinhos com sabor de mel...

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